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Thiasos Portus Kale |
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| Ritual do Dia de Portugal O objectivo do ritual do Dia de Portugal é honrar aqueles que vieram antes de nós e ajudaram a construir o nosso país, demonstrar nacionalidade e agradecer aos Deuses que nos ajudaram especialmente ao longo da nossa história e que, como tal, são os padroeiros de Portugal.
Noite de 9 para 10 de Junho A primeira parte do ritual é ctónica. Durante esta noite é altura de prestar homenagem aos heróis de Portugal. Cada um tem a sua opinião acerca disto, mas da nossa história e num contexto do Thiasos esses heróis são: Ulisses, Viriato, D. Dinis, D. Sebastião, Infante D. Henrique, D. João II, Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa e Amália Rodrigues. O ritual processa-se num sítio escuro e fechado durante a noite. A iluminá-lo 9 velas e deve haver incenso para encher o ar. Começa-se com uma oferta de maçãs e laranjas a todos os Portugueses e habitantes daquele que viria a ser Portugal e a todos aqueles que ajudaram na construção deste país. Em silêncio medita-se. Então invocam-se uma a um os heróis escolhidos. De cada vez que se invoca um herói lê-se em seguida um poema em sua honra (este ano os escolhidos são os poemas da Mensagem, excepto para Camões, Pessoa e Amália, que são poemas construídos). Faz-se uma libação ctónica (khoé) de vinho e agradecesse a sua presença. Diz-se então o motivo do ritual e procede-se a um "oráculo" por incubação, pedindo orientações específicas aos Heróis. Termina-se com a leitura das primeiras estrofes dos Lusíadas e faz-se uma khoé de encerramento, agradecendo a presença.
Dia 10 de Junho Durante o dia é altura para uma celebração mais alegre e menos solene em honra das Ninfas de Portugal (incluindo as famosas Tágides), de Apolo, de Poseidon, de Afrodite e de Dioniso. O dia começa com uma oferta de uma pequena refeição às ninfas, colocada no exterior, de preferência numa floresta, numa montanha ou junto a um curso de água. A segunda parte da celebração deve tomar lugar mais perto do almoço e é dedicada a Apolo e a Poseidon, o primeiro como Deus da colonização e da navegação e o segundo como Deus do mar ("Ó mar, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal" - Pessoa). De preferência esta parte ritual devia ser feita junto ao mar ou à água. Deve ofertar-se laranjas, entre outras ofertas e libações. Finalmente, mais para a noite é altura de fazer um ritual ao Dioniso e Afrodite, o primeiro como Deus do vinho que historicamente, desde pelo menos os Gregos e os Romanos, é associado à nossa região como seu padroeiro devido ao vinho e também como nosso inimigo mitológico, segundo Camões, nos Descobrimentos, que deve ser apaziguado, e Afrodite como nossa protectora mitológica, também segundo Camões. Neste ritual não devem faltar como elementos o vinho e ofertas belas para Afrodite, de preferência jóias que façam lembrar o Oriente. De esquecer que o festival não se resume a estes rituais e deve ser celebrado ao longo do dia com, por exemplo, as sugestões feitas a seguir.
Decorações e Materiais Símbolos de Portugal, como a bandeira, o hino, as Quinas e imagens dos grandes heróis nacionais são mais que apropriados para decorar o espaço ritual. No ritual nocturno deve primar a simplicidade, enquanto que os outros rituais são dados às asas da imaginação: naus, imagens das rotas portuguesas, livros e quadros portugueses... Ao longo do dia é bom exprimir a nacionalidade consumindo produtos portugueses (vinhos portugueses, cervejas portuguesas, queijos portugueses, fruta portuguesa...) e as refeições e ofertas podem ser pratos tradicionais portugueses (bacalhau, sardinhas, cozido à Portuguesa, leite de creme, tortas de Azeitão, tigelada...). Para além disso, como forma de entretenimento podem ver-se filmes portugueses, recentes ou antigos, ler-se livros de autores portugueses, aprender sobre a história e a cultura portugueses ou ir às festas desta altura que, pelo menos nas aldeias, costumam ter exibições de música, dança e tradições portuguesas. O melhor mesmo é dar asas à imaginação e à nacionalidade e passar um dia de orgulho nacional, para ver se eu para de escrever tantas vezes a palavra "portugueses"...
~Miguel |
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